No terceiro volume de sua trilogia sobre os mistérios da vida, Maeterlinck investiga as nascentes do misterioso rio que corre por todas as religiões, crenças e filosofias conhecidas
(Texto de Bira Câmara)
(Texto de Bira Câmara)
(Texto de Bira Câmara)
Maeterlinck é reconhecido e lembrado até hoje sobretudo como dramaturgo, poeta e filósofo. Muitos críticos se debruçaram sobre sua obra e escreveram ensaios louvando sua genialidade e a qualidadeliterária de sua produção. Sobre as suas especulações metafísicas e seus ensaios sobre ciências psíquicas, no entanto, a crítica é reticente atribuindo-lhe pouca importância.
Texto de Bira Câmara
Quando se mergulha no estudo das religiões da antiguidade, salta aos olhos as relações estreitas que elas mantinham com a adivinhação e a magia. Ao contrário do cristianismo, que desde o berço olhou com suspeita para essas práticas e combateu-as vigorosamente, as religiões pagãs praticamente as institucionalizaram, e suas castas sacerdotais conviviam sem animosidade com os adivinhos e profetas autônomos. A crença nas artes divinatórias era tão grande que em Roma elas faziam parte das instituições nacionais, através de um colégio de adivinhos (os áugures) formado por membros do Senado e com o imperador como seu pontífice máximo. Em muitas situações de crise, profecias e predições podiam ser manipuladas por razões políticas.

Textos de Bira Câmara, extraídos do livro Salada Mística
Texto de Bira Câmara
Conhecido no passado por várias predições acertadas e outras tantas malfadadas, Rollim de Moura não se apresentava como mero astrólogo ou numerólogo; fazia questão de declarar que suas antevisões do futuro se baseavam na “ciência teocósmica” (termo cunhado por ele), que reunia piramidologia, cabala apocalíptica e numerologia. Mas não parava por aí: além de basear-se no Apocalipse de S. João e nas Centúrias de Nostradamus, rasgava seda para “O Capital” de Karl Marx considerando-o superior à própria Bíblia, ao Corão e outros textos sagrados.